Os três últimos treinos longos foram debaixo de muita chuva. Se por um lado, dá um alívio danado, lavando o cansaço, há o perigo de pisar num buraco e sofrer uma lesão. E buracos nas ruas de Macapá não faltam. Felizmente, com um bom contorcionismo, zigue-zagueando na pista, foi possível concluir os 13 km do treino, deste sábado, sem maiores consequências.
Apenas o pé direito, no final da tarde de sábado, apresentou um incômodo dolorido ao ser tocado durante uma massagem. No treino, não houve qualquer sinal de que uma provável lesão estivesse a caminho. Tenho a impressão que isto está relacionado ao piso, pois normalmente corro em superfícies de asfalto da rua, ou de concreto das calçadas. Corro na grama nos dias dos treinos de “tiros”, somente nos intervalos, que duram em média de um a dois minutos. Mas a maior parte da atividade é no concreto.
Em 2008, na preparação para a São Silvestre, treinei praticamente os últimos dois meses na grama. Estava em tratamento de uma Periostite e a recomendação médica foi de substituir asfalto e concreto pela grama, para atenuar o impacto.
Aliás, é importante salientar que, o concreto é em média seis vezes mais severo para a musculatura do que o asfalto. E este, três vezes mais impactante do que a terra batida. A grama é de fato a superfície mais macia e que diminui substancialmente o risco de lesões, principalmente na região inferior do corpo.
O fato é que não posso ignorar a dor, apesar de leve e discreta. Vou repensar os locais de treinos para verificar como o pé se comporta. Uma lesão nessa altura do treinamento iria comprometer o planejamento para a Maratona de Porto Alegre, que acontece em junho. O importante é estar atento para os sinais do corpo, eles sempre querem nos dizer algo.

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