Hoje faz dois anos que meu pai partiu para sua viagem eterna. Antonio de Melo Ferreira, era seu nome de registro; Ferreira, como era conhecido pelos amigos e colegas de trabalho da Polícia Civil do Amapá; Ferreirinha, como eu carinhosamente o tratava e PAI, a forma de honrarmos e respeitarmos seu nome.

Nasceu no interior do Pará, ilha do Salvadorzinho. Veio com a família ainda criança para Macapá. Aqui, casou-se com Laura Pacheco Ferreira, com quem teve sete filhos: Mauro, Paulo, Carmem, Marco, Cristina, Ana Laura e Ana Lúcia; netos e bisnetos.

Estudou no antigo Colégio Comercial do Amapá (CCA), hoje Escola Gabriel de Almeida Café, onde conclui o curso de Técnico em Contabilidade. Foi militar do Exército, da Guarda Territorial e Agente da Polícia Civil do Amapá, onde fez carreira. Exerceu suas atividades em vários municípios do Amapá, mas com destaque em Macapá e Oiapoque, exercendo vários cargos de confiança e nesse último, como Delegado de Polícia nomeado, até o final de sua carreira.

Lutou bravamente durante mais dez anos contra um câncer de pele raro, passando por tratamento em Belém-PA, Campinas-SP, Barretos-SP e Franca-SP. Em Franca, fixou residência e viveu seus últimos anos de vida, construindo laços de amizade e companheirismo.

Para nós da família, fica a saudade; as lembranças de suas características marcantes e dos anos de convívio. O agradecimento por ter sido incansável na formação dos filhos (todos os filhos estão formados e encaminhados na vida) e o orgulho de tê-lo como pai.

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