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Acordei bem cedinho para cumprir a programação da planilha de hoje. Às cinco e meia, já estava a caminho da orla. A escuridão ainda predominava e não havia uma viva alma “zanzando” pelas ruas. Faltou coragem para treinar no calçadão do entorno do Complexo do Araxá, onde normalmente realizo os treinos de “tiro”. Vez por outra, acontecem assaltos. Como não havia policiamento (algumas vezes ficam uns PMs de motocicletas por ali), resolvi fazer o percurso do calçadão da orla que liga o Araxá ao Parque do Forte, que já começava a receber movimento de caminhantes e do povo da “feira do açaí”.
Não sei se por conta do medo ou pelo fato de não estar bem esperto, acabei selecionando no Garmin o treino errado. Só percebi isso quando o primeiro “tiro” encerrou em dois minutos. A proposta era três “tiros” de oito minutos. Não dava para encerrar e reiniciar o treino correto, pois já havia feito os 15 minutos de aquecimento e teria que repeti-lo. Bem que o Garmin poderia fornecer a opção de excluir etapas do treino. Talvez, não faça isso, para não encorajar a sabotagem das atividades. Ou até forneça a opção e eu esteja por fora disso.
Como treino programado é treino realizado, resolvi seguir o Garmin e concluir os 12 “tiros” de dois minutos com intervalos de um minuto entre as séries. O ritmo melhorou discretamente em relação a semana passada, entretanto, consegui séries na casa de 4min23s/km. A média geral dos “tiros” ficou em 4min54s/km.
A ênfase no registro dos ritmos dos treinos de “tiros” é porque trata-se de um parâmetro importante para as pretensões de tempo na prova-alvo. Se a meta é correr uma maratona num ritmo de 5min/km, é necessário experimentar ritmos ainda mais rápidos, para que ocorra o processo de adaptação do organismo a um grau de esforço mais intenso e torne o ritmo de prova pretendido mais confortável.
É pra isso que servem os treinos de “tiros”. Correr uma maratona requer treinamento e planejamento, para que as coisas não fujam ao controle e dê tudo certo na hora “H”.
