O final da maratona se aproximava, mas ainda tinha um dos piores quilômetros da prova, o túnel do Tribunal de Justiça, que alternava declive com aclive longo. Praticamente ‘matou’ todo mundo. Muita gente encostada alongando com câimbras. Fiquei assustado e reduzi o ritmo, mas não parei. Era um dos poucos que permanecia correndo, a grande maioria se arrastava.(19/06/2011 – Maratona de São Paulo)
Foto (Arquivo pessoal): Subida do túnel do Tribunal de Justiça na Maratona de São Paulo 2011.
Essa foi a descrição que fiz quando atingi o km 39 da Maratona de São Paulo, em 2011. No domingo (17/06), quando assistia a transmissão da prova pela TV, pude constatar que esse trecho da prova não maltrata somente os atletas amadores, a elite sofre também. Quando o campeão da prova entrou no túnel, imediatamente, lembrei dos momentos que vivi ali. E quando o narrador anunciou, que na subida, Solonei da Silva havia quebrado o ritmo e estava com uma expressão de dor e cansaço, percebi que a dificuldade é igual para todos.

Lembro que reclamei, na oportunidade, ser desnecessário uma subida daquelas no final de uma maratona. A subida da Brigadeiro da São Silvestre parece que criou um estigma na cabeça dos organizadores de corridas em São Paulo, de que o final de uma prova tem que ser com sofrimento. Chegar no km 39 de uma maratona, não há mais o que se provar. É sofrimento demais. Os quilômetros finais tem que ser para comemorar a chegada e festejar o desfecho de uma jornada extenuante.

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