Já havia desistido de esperar a tentativa de ser colocado em voo de outra companhia que faz linha para Buenos Aires e pedi o reembolso da passagem. Estava cansado, decepcionado, frustrado e com fome. Já planejava ir para Franca-SP matar a saudade de minha irmã. Havia, inclusive, feito contato com ela.
Eis que do nada, como um milagre, aparece uma vaga em outra companhia. Acho que vencemos no cansaço. Imediatamente corri para o guichê da TAM, fiz check-in e corri para a sala de embarque. Encarei uma fila interminável nos boxes da PF para apresentar documentação. O corpo dava sinais de cansaço e o sono já perturbava. Afinal, já fazia mais de 11 horas de espera angustiante, mas segui firme.
Enfim, embarcamos na TAM e para continuar a saga me deram a poltrona 28F (última poltrona) sendo que o encosto não inclina, fica sempre ereta. Fazer o quê? Cheguei em Buenos Aires por volta das três da manhã com a coluna destroçada, cansado, morto de sono, mas satisfeito por ter vencido essa primeira parte da maratona.
No aeroporto já sabia que os agentes da LC Tour não estariam lá para dar a assistência conforme combinado no pacote. Eles também não conseguiram embarcar. O jeito foi se virar sozinho. Fui numa loja de câmbio, comprei o Peso argentino (moeda local) e tratei de pegar um taxi para o hotel. Depois de todo esse martírio, cá estou: pronto para correr a Maratona de Buenos Aires.

Deixe o seu comentário!