Nos últimos três anos, estive lá na Paulista socado no meio da multidão esperando a largada da São Silvestre. Um sufoco danado, um empurra-empurra e um puxa-encolhe de dar dó. Entretanto, com muita animação, alegria e bom-humor. Participar desta prova é o sonho de consumo dos atletas amadores, por isso, a multidão de mais de 20 mil pessoas.

Nessa última edição, vi a prova de uma forma inusitada para um corredor: no sofá e pela TV. É diferente sob vários aspectos. Primeiro, pela TV temos a real dimensão do tamanho da São Silvestre, que esse ano atingiu o maior número de participantes da história, 25 mil. Enfiado na multidão não temos como mensurar isso, apenas imaginamos pelo tempo que levamos para passar pelo pórtico de largada.

Segundo, que pela TV acompanhamos a “briga” do pelotão de elite pelas primeiras colocações, coisa impossível de uma atleta amador ver correndo. Na verdade sabemos do resultado da prova antes de completarmos o percurso porque somos informados pelos expectadores na rua. Principalmente, quando um brasileiro é o vencedor. Em 2010, num ponto do trajeto, alguns torcedores gritavam: “O Marilson ganhou”. A alegria era geral!

Nessa prova, além das alterações no percurso, que geraram muita reclamação de atletas amadores e também de profissionais, a chuva foi a grande novidade. Não participei de nenhuma edição da São Silvestre debaixo de muita água. Até gosto de correr na chuva, mas imagino para quem estava acompanhando algum atleta a dificuldade que deve ter sido se deslocar da largada na Av. Paulista para a chegada no Parque do Ibirapuera, distante cerca de 2 km.

O melhor de assistir a São Silvestre pela TV é a possibilidade de aliar corrida com pipoca. Se não deu para participar da prova, paciência. Pelo menos encontrei uma forma bem menos cansativa de “participar” dela: pernas esticadas na poltrona e com muita pipoca.

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