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Não há como negar, a São Silvestre (SS) faz parte dos festejos de final de ano. É uma tradição que vai completar 88 anos. De uma forma ou de outra, estamos ligados a ela. Uns preferem de corpo presente, suando pelas ruas da capital paulista. Outros, o conforto de uma poltrona para assisti-la pela TV, já que a prova é transmitida ao vivo.
Alguns consideram a SS como um patrimônio cultural de São Paulo. Eu diria que é um patrimônio do Brasil, já que há participação de atletas de todos os Estados. Ela é sem dúvida a mais querida, cobiçada e amada prova do calendário de corridas.
O fato dela ocorrer no último dia do ano – 31 de dezembro – contribui para que ela seja uma festa repleta de fortes emoções. Na largada, a mais paulista das avenidas, Avenida Paulista, é dominada pelos pedestres e se rende aos corredores. Há faixas, cartazes, corredores fantasiados, atletas de elite, gente de várias nacionalidades, anônimos, todos com a mesma intenção de realizar o sonho de correr a São Silvestre.
Apesar da dificuldade do percurso acidentado, com muitas subidas e descidas, principalmente a subida da Brigadeiro, que é exaustiva e provoca desgaste físico acentuado, é impossível não se deixar contagiar com a recepção do povo quando você entra na Avenida Paulista para os metros finais. É como se os deuses da corrida nos dessem um pulmão novo. Uns vibram, outros choram, alguns gritam. É uma emoção indescritível.
Quem já correu sabe do que estou falando. É por isso que há essa mística em torno da São Silvestre. E pode ter a certeza que você irá querer repetir a dose.