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Alguns tem dificuldade em entender porque um grupo de amigos acorda bem cedo e reúne-se diariamente, chova ou faça sol, para percorrer alguns quilômetros pela orla do rio Amazonas e ainda, usa parte do seu orçamento em viagens, somente para correr.
É que essas pessoas, além da agenda lotada em função das atividades profissionais, afazeres domésticos, família, tem em comum a paixão pelas corridas de rua. Falam do esporte com entusiasmo e aquele brilho no olhar que encanta e seduz novos adeptos. Fazem do simples ato de correr um momento de descontração, alegria, diversão e lazer. Garantem que o resultado de tanto esforço é uma vida mais saudável, com benefícios para o corpo, a mente e a saúde em geral.
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Foto: Em pé: Lorena Conceição, Tânia Reis, Eliziê Cavalcante, Ilza Facundes. Agachados: Emerson Rabelo, Flavio Cavalcante e Roberto Fernandes.
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São homens e mulheres. Alguns mais competitivos, outros, adeptos do “devagar e sempre”. Treinam juntos e viajam para correr, como bons maraturistas. Já experimentaram dos 10 aos 21km em provas pelo país. Colecionam medalhas. Mas uma, em particular, ainda está faltando, a da São Silvestre, a mais famosa, tradicional e importante corrida de rua do Brasil.
Esses atletas amadores nutrem uma paixão especial pela São Silvestre. Trata-se da mais brasileira de todas as provas, participam atletas de todo o país. É a mais conhecida fora de nossas fronteiras, recebe atletas de ponta de várias partes do mundo. Além disso, há a mística de que para ser reconhecido nesse esporte, tem que passar no teste da São Silvestre. Só após completar os seus 15 km, o atleta recebe o prestigiado “diploma” e pode ser considerado um corredor de verdade. Um reconhecimento especial por tanta dedicação.
Para brilharem na São Silvestre, pois o percurso é acidentado, com subidas e descidas que exige um bom condicionamento físico, Flávio Cavalcante, Eliziê Cavalcante, Emerson Rabelo, Lorena Conceição, Tânia Reis, Roberto Fernandes, Armindo Silva, Maria José e Ilza Facundes, treinam de 3 a 4 dias por semana pelas ruas de Macapá e fazem outras atividades complementares como musculação e passeios de bicicleta. Como não tem compromisso com performance, afirmam estarem preparados para o desafio.
Enquanto a maioria das pessoas prepara a festa e o ritual para atrair bons fluídos no ano-novo, esses atletas estarão cumprindo um ritual particular: comemorar o ano novo correndo, literalmente.
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*Artigo publicado na edição de terça-feira (04/12) do caderno de Esportes do Jornal do Dia.

Marco…
Adorei a foto e o texto. Além de corredor e fotógrafo, você tem uma ótima caneta.
Abraços
Valeu, Flavio! Que bom que a turma gostou! Amanhã, estaremos lá na Corrida do MP para prestigiar essa que é a melho e a mais bem organizada prova do Estado. Grd abraço