Consegui resgatar essa foto do álbum da minha mãe, que estava guardada há tempos. Trata-se de uma tarde de julho de 1985, quando tinha 15 anos e passava férias em Macapá-AP, pois estudava em Belém-PA.
A foto registra um dia de treino na Rua Jovino Dinoá, no trecho onde foi edificado o Conjunto Mucajá, no bairro do Beirol. É mais uma prova do meu passado nesse esporte.
Consegui resgatar essas fotos da minha adolescência. Advinha o que eu estava fazendo? Isso mesmo, correndo. Trata-se da Corrida da Vitória que aconteceu no dia 10 de novembro de 1985. Tinha apenas 15 anos e já era bastante competitivo.
Não lembro do percurso, entretanto, olhando a foto abaixo, dá para perceber que a chegada foi no distrito de Fazendinha. A imagem não está bem nítida, mas os dois atletas uniformizados, curtindo o jato d’água do carro do bombeiro e mostrando aquela compleição física atlética são: meu amigo Batista e este cidadão que vos bloga. Não vale rir!
Foto: Batista e Marco após a chegada da Corrida da Vitória, no distrito de Fazendinha
Corria pela equipe Quebra-Mar que era coordenada pelo José Juvenil, que se não me falha a memória, foi o vencedor da corrida. O Juvenil, como era mais conhecido, era um amante das corridas de rua. Simultaneamente aos seus treinamentos e atividades profissionais, também fazia um trabalho social de inserção de jovens na sociedade, através do esporte. Por muitos anos manteve a equipe Quebra-Mar com seus próprios recursos e revelou grandes corredores na época. O próprio Juvenil era um atleta de ponta. Foi o representante do Estado na Corrida de São Silvestre, por diversas vezes.
José Juvenil e Marco após a entrega da premiação da Corrida da Vitória
Nessa prova, fui duplamente premiado. Cheguei na quinta colocação na classificação geral e fui o primeiro colocado na minha categoria. Olha que coisa: no meu lado esquerdo no pódio está o Geraldo, que alguns anos depois se tornaria um dos grandes corredores de rua do Amapá, vencedor da maioria das provas do final da década de oitenta.
Foto: Geraldo, Marco e Paulo no pódio da Corrida da Vitória
Bacana, muito bacana rever essas fotos de 27 anos atrás e ver que a corrida continua fazendo parte da minha vida.
A única lembrança daquela que era a prova mais tradicional do Estado do Amapá – A CORRIDA EQUATORIAL – é a medalha abaixo. Ela era realizada nos moldes da São Silvestre, na noite do último dia do ano. Depois, passou a ser seletiva para a São Silvestre e sua data foi antecipada para não coincidir com a prova paulista. O seu vencedor ganhava passagem, hospedagem e o direito de correr junto com a elite, em São Paulo.
A CORRIDA EQUATORIAL tinha o percurso de 10 km. A largada era no monumento do Marco Zero, no hemisfério sul e seguia para pela Rodovia JK, Rua Jovino Dinoá, Av. Diógenes Silva, Rua Hildemar Maia, Av. FAB, Rua Cândido Mendes, Av. Coriolano Jucá, Rua Azarias Neto e o ponto final era em frente ao antigo Novotel (atual Hotel Macapá), no hemisfério norte.
Participei de três edições da CORRIDA EQUATORIAL, entretanto, só obtive uma colocação expressiva na última, em 1985, que aconteceu no dia 21 de dezembro, quando cheguei em sexto lugar e ganhei a medalha da foto. Na época tinha apenas 15 anos.
A sétima edição da CORRIDA EQUATORIAL foi vencida pelo Hamilton Valente (que depois tornou-se árbitro de futebol). Em segundo lugar chegou o José Juvenil, que comandava a Equipe Quebra-Mar, um das mais bem sucedidas da história do atletismo do Amapá.
Uma pena que a prova não exista mais. Era um evento tradicional e muito aguardado por quem praticava a corrida de rua. Se ainda existisse, atualmente, a corrida estaria completando 34 anos.
Tenho boas recordações do GP de Atletismo realizado em Belém. Em 2006, tive a oportunidade de participar da Milha do Economiário e assistir às provas no Mangueirão.
Corri a Milha do Economiário, que é destinada aos funcionários e seus familiares. A prova aconteceu na noite de 19/06/2006 e seu percurso era na Doca de Souza Franco, com largada e chegada em frente ao atual Boulevard Shopping. Naquela oportunidade, corri a distância de 1,6 km (1 milha) no tempo de 5min49s, chegando em quarto lugar.
Não sou veloz em provas curtas. O meu forte é a resistência. Mas essa prova foi fantástica. Consegui uma arrancada espetacular e encostei nos três primeiros colocados. Corremos juntos até ao final e na hora do sprint final faltou-me pernas. Mesmo assim, fiquei extremamente contente com o meu rendimento.
Eu e o Juninho na Milha do Economiário de 2006
Foi a partir desta prova que percebi que estava com um bom condicionamento físico e comecei a minha carreira de maraturista. Quem não gostou muito da minha performance foi o Júnior – meu filho. Ele insistia em dizer que o terceiro colocado chegou “quase morrendo” e depois passou mal. É que fui 3 segundos mais lento que ele e se forçasse um pouco mais, talvez o tivesse vencido. Só entendi o lamento do Juninho na hora da entrega da premiação: o terceiro colocado ganhou uma bicicleta. Ele estava de olho na bike. Pode isso?
O resultado final da Milha do Economiário de 2006, ficou assim:
1) Marcos Antonio Brazão e Silva (5min37s)
2) Rosivaldo Ferreira de Sousa (5min42s)
3) Everton Luis Vieira da Cunha (5min46s)
4) Marco Aurélio P. Ferreira (5min49s)
5) Ulisses Paulo Lobato Gomes (6min11s)
Em 2012, a Corrida do Círio completa 29 anos. Já tive a oportunidade de corrê-la em sete ocasiões. A primeira foi em 1986, quando a prova atingia sua terceira edição. A foto abaixo registra a minha chegada. Tinha 16 anos e estudava em Belém-PA. Corria com frequência e participava de provas do campeonato paraense pela equipe do Imperial.
Nessa época, a Corrida do Círio já era a prova mais importante do calendário paraenses de corridas. Era realizada a noite, em função do calor da cidade e fazia parte dos festejos do Círio de Nossa Senhora de Nazaré.
Encontrei essa foto da minha chegada na MINI MARATONA DO SESC – Macapá. A corrida aconteceu no dia 15 de setembro de 1985. Tinha 15 anos e cheguei na nona posição. O percurso foi de 12km, com largada na Praça Nossa Senhora da Conceição e seguia pela Rua Jovino Dinoá, Rodovia JK e chegava na praia de Fazendinha.

No detalhe, á direita, é possível ver o fiscal da prova anotando o meu número para a definição da lista de resultados, prática da “idade das pedras” da história das corridas, que ainda perdura em nossas provas. Atualmente, nos eventos nacionais, são utilizados chips descartáveis, que registram a classificação do atleta em tempo real (entenda como funciona o chip lendo o post http://www.maraturista.net/chip-descartave/).
A data assinalada atrás da foto denuncia que já se passaram muitos setembros. Era o dia 2 de setembro de 1985. Tinha 15 anos e estava treinando para participar da Mini Maratona do SESC, que aconteceu no dia 15/09/1985. O percurso era de 12km, com largada na Praça Nossa Senhora da Conceição, seguia pela Rua Jovino Dinoá, Rodovia Juscelino Kubitschek e chegada na praia de Fazendinha. A foto foi tirada na Rua Jovino Dinoá e mostra o antigo parque de antenas da EMBRATEL, onde foi construído o Conjunto Mucajá.

A foto abaixo mostra um grupo de corredores que participou da CORRIDA COMUNITÁRIA SANTANENSE, que aconteceu no dia 29 de setembro de 1985, no município de Santana-AP. Nessa época, tinha 15 anos e treinava com o Hamilton Valente (2), vencedor da prova e treinador de um grupo de corredores.
Foto – Arquivo Pessoal: Valentinho (1), Hamilton Valente (2), Batista (3), Marcão (4), Fernades (5), Curiba (6), Pedro (7), Marco Aurélio (8), Luis Carlos (9), Benedito (10) e Geraldo (11).
A prova tinha o percurso de 6 km e foi vencida pelo Hamilton Valente (2). O segundo colocado foi o Pedro (7); o Batista (3) foi o quinto, o Marquinho (6), o sexto e eu o sétimo lugar. A corrida era organizada pelo antigo Centro Social Urbano Asa Aberta, que localizava-se na Rua Ubaldo Figueira, local da foto.
Dessa turma, a grande maioria abandonou às corridas e passou a dedicar-se, exclusivamente, às suas atividades profissionais. Outros, no entanto, conseguiram conciliar as duas coisas. São eles: o Fernandes (5), que continua participando do circuito de corridas na categoria de veteranos; o Marquinho, que na época era mais conhecido pelo apelido de ‘Curiba’; o Geraldo (11), que já foi motivo de um post no blog (veja acessando http://migre.me/7YYc9) e este maraturista.
O ano é 1985. O evento é no município de Santana-AP. Trata-se da Corrida Comunitária Santanense, organizada pelo extinto Centro Social Urbano Vitória Régia e ocorrida no dia 29 de setembro. Não lembro com exatidão da distância da prova, mas se não me falha a memória o percurso era de 6 km. A foto abaixo mostra o momento da largada.
Na época, tinha 15 anos e já era conhecido pelos corredores. Um deles, em particular, era o meu grande “adversário”. O “Curiba”, hoje Dj Markinho, era um grande estrategista e dono de um ritmo invejável. Sempre travávamos uma disputa à parte, mas dentro de um ambiente de muita amizade. Um incentivava o outro. Nesta prova, ele me venceu. Chegou na quinta colocação e eu na sétima.
Há 26 anos, direto do túnel do tempo.
Mini Maratona do SESC
O ano é 1984. O evento, Mini Maratona do SESC. O percurso era de 12km, com largada na Praça Nossa Senhora da Conceição, seguia pela Rua Jovino Dinoá e Rodovia Juscelino Kubitschek e chegada na praia da Fazendinha.
A foto mostra o momento da largada da prova. Na época tinha 14 anos e estava iniciando na prática da corrida. Se não tivesse a setinha seria difícil me localizar no meio da multidão.  

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