A Maratona de Buenos Aires tem se consolidado como a preferida dos brasileiros no segundo semestre. E isso tem suas razões: é ótima para recordes pessoais.
As condições da prova são favoráveis para marcas expressivas nos 42 km. A altimetria é plana, a temperatura é agradável (média de 16 graus) e a largada é cedo, às 07h30min. Além de boa organização, com vários postos de hidratação. O percurso passa por vários pontos turísticos da cidade, como os bairros de Palermo, Recoleta, La Boca e Puerto Madeira, Monumento do Obelisco, Casa Rosada e os estádios do River Plate e Boca Júnior.
Há, ainda, outras razões. A viagem não é longa (cerca de 2h30min saindo de São Paulo), o que evita o desgaste dos voos demorados. O câmbio é favorável, permite boas compras e não há grandes dificuldades com o idioma, dá para enrolar um “portunhol”.
Esta prova está nos meus planos para o segundo semestre. Em 2011, consegui meu recorde pessoal nos 42 km nesta maratona. Fiz 3h25min31s e por pouco, não consegui índice para a Maratona de Boston. Mas, a corrida continua!
Então, vamos lá!
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Li muita coisa sobre a Maratona de Buenos Aires. Algumas, concordei, outras, nem tanto. Vou aproveitar o blog para dar os meus pitacos sobre a prova. Afinal de contas, essa não foi a minha primeira maratona internacional. Aliás, com as três maratonas que corri: uma na Suécia, outra no Brasil (em SP) e esta em Buenos Aires, já é possível estabelecer um bom parâmetro para analisar a organização de Buenos Aires.
Kit pré-prova
A entrega do kit foi feita num centro de convenções. Apesar de rápida, estava tumultuada. Como a organização possibilita que você saiba de seu número de peito, via e-mail, tenho a impressão que se as filas fossem feitas pelo número de peito, elas estariam mais organizadas e menos tumultuadas.
O kit da prova deixou muito a desejar para um evento que cobra 70 dólares na inscrição. Era simples, para não dizer outra coisa. Tinha camiseta (sem manga), número do peito, chip, pulseira de borracha, mapa do percurso e uma pulseira com a cor definida de acordo com seu ritmo pretendido para a prova.
As novidades ficaram por conta da possibilidade de você customizar a camiseta fornecida no kit e tirar uma foto num pórtico que simulava a linha de chegada com um painel eletrônico onde você podia colocar uma frase pequena ou seu nome.
Largada
Na largada havia indicação das baias de ritmo. Você poderia acessar qualquer baia, pois, não tinha qualquer controle por parte da organização. Como o número de participantes não era tão elevado não chegava a comprometer o ritmo inicial. A largada foi dada pontualmente na hora programada, às 07h30min.
Percurso
O percurso da Maratona de Buenos Aires é o grande atrativo da prova. A altimetria quase toda plana facilita a manutenção do ritmo e propicia boas marcas pessoais. Alguns pequenos trechos, entretanto, com largura diminuta das vias, ocasionavam um acumulo de atletas que dificultava a corrida. Na área portuária, era preciso estar atento. Pisar nos trilhos provocava um escorregão. Presenciei várias pessoas, que por pouco, não se “estabacaram” no chão. Mas no geral, a passagem pelos pontos turísticos da cidade dava um sabor especial a prova.
Hidratação
A organização propiciou água e gatorade alternadamente em vários trechos da prova. Distribuiu também frutas. Portanto, não deixou nada desejar nesse aspecto. O único pecado, a meu ver, foi cometido na chegada. Ao completar a prova em 3h25min, recebi a medalha, água, gatorade, um antiinflamatório e só!
Li relatos de pessoas que receberam além do citado acima, barras de cereal e cookies. Não recebi nada isso e vários outros atletas, que estavam hospedados no mesmo hotel que eu e que completaram a prova, também não receberam. Não sei dizer o que aconteceu.
Vale a pena!
No geral, avalio a organização da Maratona de Buenos Aires como muito boa. Mas há também outras vantagens para você colocar esse evento no seu calendário de corridas. É uma viagem internacional com custo de viagem doméstica e de curta duração, apenas duas horas e meia de voo. Na cidade há varias opções para passeio e o idioma favorece a comunicação.
Além de tudo isso, a prova é indicada para quem pretende entrar no mundo das maratonas ou melhorar sua marca pessoal na distância. O percurso é quase totalmente plano, com clima ameno, passando em vários pontos turísticos da cidade, com relativamente poucos corredores e muita, mas muita vibração. De fato, vale a pena!
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Na foto acima, os maraturistas amapaenses que participaram da Maratona de Buenos Aires. Da esquerda para a direita: Gil Leite, Coronel Carlos e este maraturista. Prestem atenção na quantidade de patrocínios estampados na camiseta. Ainda tem mais uns vinte na parte de trás. Nem os quenianos contavam com tantos patrocinadores. Brincadeiras à parte, todos completaram bem os 42 km do percurso, respectivamente, com os seguintes tempos: 4h21min56s, 4h21min01s e 3h25min31s.
O Coronel Carlos e o Gil Leite estrearam em maratonas, por isso, fizeram uma prova conservadora, com a intenção apenas de concluírem a prova, sem maiores pretensões de tempo. Correram juntos praticamente toda a maratona num ritmo bem mais rápido do que nos “longões” que fizemos juntos nos treinamentos dos sábados, durante a preparação para essa prova. Isso foi uma demonstração de superação. Está nascendo uma nova equipe de amigos e maratonistas e também, de maraturistas, é claro.
No meu caso específico, a meta era concluir a prova em 3h31min, conforme orientação do treinador. Entretanto, consegui correr a segunda parte da prova bem mais rápido que a primeira e com isso, fazer um excelente tempo, cinco minutos a menos que o tempo previsto. O tempo de 3h25min passa a ser o meu RP (recorde pessoal) na distância.
Valeu! Essa prova teve um sabor especial. Depois dos problemas para chegar em Buenos Aires, com o cancelamento dos vôos da Aerolíneas Argentinas, obter um tempo expressivo foi motivo de muita comemoração.
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Chegamos ao local da largada da maratona por voltas 6h30min. Ficamos numa tenda da uma assessoria esportiva 7030 team,providenciada pela agência de viagens. Lá, guardei a mochila e saí para o aquecimento às 7h. O clima permanecia agradável, cerca de 15 graus, mas a sensação térmica devido ao vento era de aproximadamente de 10 a 12 graus. Fazia frio, portanto.
Quando faltavam 10 minutos para a largada fui para a pista. A largada estava dividida por baias de ritmo e uma fita de isolamento separava uma das outras, porém, não havia controle. Você poderia entrar em qualquer baia a seu critério, apesar de distribuírem no kit uma pulseira com a cor indicativa de cada ritmo. A minha, por exemplo, era lilás para quem pretendia correr num pace de 4min45s/km a 5min/km.
Mesmo assim, fui para a baia do meu ritmo. Entretanto, após a largada da elite os atletas foram invadindo as baias e formou-se aquele tumulto comum das corridas de rua.
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Após estudar o percurso da Maratona de Buenos Aires e verificar os locais dos postos de apoio, planejei a ingestão do gel de carboidrato, isotônico e sal da seguinte forma: o carboidrato em gel a cada 10 km; sache de sal, para prevenir cãibras, nos quilômetros 15, 25 e 35, água e isotônico em todos os postos fornecidos pela organização.
O ritmo de prova indicado pelo técnico Adriano Bastos foi de 5min/km para concluir a prova com 3h31min. Entretanto, a partir do km 30, ele deixou livre para o caso de você estar se sentindo bem, imprimir uma velocidade maior e terminar os 42 km abaixo do tempo estimado para cada atleta.
Portanto, essa era a minha estratégia para essa prova.