Para quem tem uma rotina exaustiva durante a semana o que mais deseja é mais um dia sem trabalho para descansar. Um feriado, por exemplo. Por outro lado, há quem utilize essa data para confirmar o compromisso com suas metas de corrida. Se para o povo brasileiro o 15 de novembro representa um avanço para a consolidação de nossa democracia, para nós corredores é mais um dia de batalha rumo ao próximo desafio.
Então, nada de feriado. vem pra rua…
Era para ser mais uma rodagem como as outras anteriores, apenas com um diferencial: era o pico do treinamento. Ou seja, a rodagem de maior volume dessa preparação. Mas o sol se encarregou de estragar tudo. O calor insuportável do 13 de setembro fez com que o corpo não resistisse e jogasse a toalha no km 27. A quebra de ritmo foi acentuada e a situação piorou quando a água do squeeze “evaporou”.

Foi uma dureza e resisti o quanto pude. A ideia era rodar por 34 km, mas nem sei dizer como cheguei ao 32. O corpo chegou a exaustão de tal forma que tinha dificuldade até para caminhar. Não era para tanto, mas ninguém pode negar que foi um teste com dificuldade no nível 7, como diria a Kamila Fernandes.
De qualquer forma, completar 32 km em 3h07min43s em circunstância tão adversa de clima e “sobreviver” é um bom parâmetro para dizer que posso correr a Maratona de Berlim. É fato que não dá para brigar por um tempo competitivo, entretanto, já me contento em somente participar da prova.
Gosto muito do sol, mas parece que esse sentimento não é correspondido. É que fazendo o papel de estrela da tarde, ele resolveu complicar minha vida no longão desse domingo (17/08). Despejou toda a sua ira e tornou o ambiente quase insuportável. Tão quente que era possível fritar um ovo no asfalto, que parecia uma chapa quente. Pelo menos a ventilação do tênis funcionou, se não, provavelmente, seria o prato da tarde – tênis na “chapa”.

O treino foi tão difícil que ao chegar no km 10 pensei seriamente em desistir. Só não o fiz porque seria dureza ter que voltar caminhando debaixo daquela “lua”. Nem sei ao certo como consegui correr 18 km. Diante da dificuldade, até a lombalgia ficou em segundo plano. Se doeu, não senti. O fato é que não foi divertido e não curti essa 1h50min41s.
Sábado é dia de longão e de comemoração.

Após o cumprimento da planilha, chega a hora do café da manhã. Festa para os aniversariantes do mês com muita resenha.

O Grupo de Corrida Foz do Amazonas está de parabéns pela iniciativa.
Depois de 45 dias de inatividade, essa semana retornei aos treinos de corrida na rua. Estava sem correr desde o dia 17 de junho. O afastamento deveu-se ao mal jeito na hora de colocar uma caixa (pesada) na mala do carro, o que provocou uma lombalgia.
Na verdade, não estava completamente “parado”. As sessões de fisioterapia na piscina, com exercícios para fortalecer a região lombar, eram o mais próximo de uma atividade física. Até porque, vez por outra, acontecia uma corridinha na água. Se não fosse por isso, o peso na consciência teria sido pior do que os quatro quilogramas acumulados nesse período.
Diante do “peso demais e condicionamento de menos” tem que prevalecer o bom senso. Não adianta querer recuperar o condicionamento físico em uma semana. Pular ou acelerar etapas é um prato cheio para adquirir lesão. Como cautela e caldo de galinha não fazem mal a ninguém, a ideia é fazer um período de base e voltar aos poucos a uma rotina de treinos, tal qual aquela que me proporcionou 3h21min na Maratona de Porto Alegre.
Adepto do “devagar e sempre”, na companhia do Wendel Fernandes fiz um percurso de 10 km pela orla de Macapá até o monumento da Linha do Equador e retornei ao “Lugar Bonito”. O tempo de 1h03min15s é o que menos importa, minha alegria está em poder voltar a correr.
Depois do susto da lombalgia e das incontáveis horas de cama, a vida começa a voltar a normalidade. Sem o desconforto anterior e com o desaparecimento das dores, sentar e caminhar voltam a fazer a parte da minha rotina. Agora, o foco é na fisioterapia para fortalecer a região lombar, antes de colocar o pé na estrada novamente. Assim, é possível que só retorne aos treinos de corrida a partir da segunda quinzena de julho. Dentro dessa previsão, restarão 10 semanas para se preparar para a Maratona de Berlim. Não é muito tempo, mas acredito que é o suficiente para pelo menos participar da prova sem maiores ambições de tempo e, ainda por cima, praticar o maraturismo. Assim, segue a vida rumo a Berlim. 
Em tempos de Copa do Mundo, o treino não pode parar. Ainda mais quando a meta é uma maratona. Por isso, no meu caso, sábado é dia de rodagem. Como estou iniciando a preparação, o longão é mais para apreciar a paisagem do que propriamente ficar de olho no GPS para controlar ritmo e velocidade.
Na verdade, nessas rodagens, tenho servido de “personal runner” para as amigas Lice e Tânia, que estão em preparação para a Maratona do Rio. Apesar disso, não interfiro no ritmo, apenas, faço o papel de acompanhante, uma espécie de guarda-costas das corridas de rua. É que tem muitos “engraçadinhos” pelas ruas, que se aproveitam dessas ocasiões. Sem falar da violência que assola todas as regiões do país.

Lice seguindo para cumprir 24 km
Mas não pensem que isso é uma tarefa fácil acompanhá-las. Tanto a Tânia quanto a Lice costumam frequentar o pódio das corridas de rua na região e na categoria principal. Tem muita bagagem no esporte e correm num ritmo competitivo. Como não tenho que ganhar delas, basta manter-se próximo e observando o desempenho das duas.

Tânia Reis na Rodovia JK
Dessa vez, a Tânia cumpriu 30 km em 2h59min02s, pace médio de 5min57s/km, e a Lice 24 km em 2h18min43s, ritmo médio de 5min47s/km. Viu? Tem muito marmanjo que não consegue manter esse ritmo nem em distâncias menores. As meninas seguem firmes em direção a linha de chegada da Maratona do Rio.  
Em
tempos de Copa do Mundo, as atenções estão voltadas para as partidas de
futebol. Não é à toa que esse é o país do futebol. Mas para quem está
focado em cumprir suas metas, principalmente os que vão se aventurar na
rainha das provas, tem que mudar a rotina para não cabular a planilha e
ao mesmo se divertir/sofrer com os jogos, especialmente, os do Brasil.
Bob, Ana e Lana firmes no TFC
Um
bom exemplo, aconteceu nesta manhã de sexta-feira (13/06). A ressaca do
jogo do Brasil fez com pouca gente levantasse cedo para correr. No
grupo do treino funcional que acompanhamos, apenas uns “gatos pingados”
compareceram. Nas ruas também não vi ninguém correndo.

Como foi por um bom motivo, estão todos perdoados. É que não dá para competir com um evento desses.

Três semanas depois da Maratona de Porto Alegre, o corpo vai se adaptando e readquirindo a antiga forma física. Embora, nessa fase inicial de treinamento visando a Maratona de Berlim, o condicionamento não seja o ideal para grandes esforços, correr numa trilha na companhia de amigos, supera qualquer limitação de ordem física.
Mais uma vez, um treino off-road para ninguém botar defeito. Ingredientes de tirar o fôlego não faltaram. Havia lama, poças d’água, subidas, descidas, piçarra solta e as deformidades de praxe na pista.
Sem missão oficial de ritmo ou velocidade, a tarefa era simplesmente correr e, vez por outra, uma resenha quase ofegante para distrair. Na verdade, o compromisso era acompanhar minha prima Lice Pacheco, que está se preparando para debutar nos 42 km, no Rio de Janeiro. Conversamos com a mesma competência com que corremos e concluímos 21 km em 2h15min50s, ritmo médio de 6min27s/km. 
Começa a preparação
rumo a Maratona de Berlim. Como a prova está marcada para o dia 28 de setembro,
serão 17 semanas de treinamento, tempo suficiente para deixar a “máquina”
azeitada para uma performance digna da grandiosidade do evento. É que a Maratona
de Berlim é a preferida da elite mundial, pois é propícia para a quebra de
recordes mundiais pelo fato de ser uma das mais velozes devido ao seu percurso
plano e rápido. Por isso, os recordes acontecem. Ao todo, nove recordes
mundiais já foram quebrados em Berlim, seis no masculino e três no feminino, sendo
os últimos cinco consecutivamente. Inclusive, o último, em 2013, com Wilson
Kipsang (QUE), estabelecendo 2h03min23s.

Maratona de Porto Alegre 2014
Os recordes mundiais
são uma boa motivação para quem pretende quebrar seu recorde pessoal. Assim, espero
que o treinamento permita um rendimento tão bom ou melhor do obtido em Porto
Alegre, quando corri extremamente bem e melhorei o meu RP, fazendo 3h21min57s.
Para isso, pouca coisa será mudada em relação à preparação para Porto Alegre: treinos
de velocidade baseados em ritmo; longões no asfalto e em trilhas; treino
funcional e atividades na piscina. Haverá uma única novidade, um acessório que será
utilizado nos treinos, que em breve será divulgado.

Assim,
bora treinar!

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