Um detalhe importante da Maratona de Buenos Aires, digno de registro, foi correr a prova em ritmo progressivo. Mesmo diante do estresse e cansaço que antecederam a prova, consegui correr num ritmo crescente, de fato, é motivo para comemoração.
Em provas longas, como uma maratona, para um atleta amador, a parte final da prova é recheada de muita dificuldade. Quem já participou ou mesmo assistiu uma maratona, sabe muito bem do que estou falando. A maratona é respeitada pelo fato de submeter o corpo a exaustão e diante isso, trazer reações orgânicas imprevisíveis. Por isso, não se brinca com uma maratona.
No meu caso particular, fiz a Maratona de Buenos com um split negativo. Ou seja, corri a segunda metade da prova mais rapidamente que a primeira. Aliás, o ritmo foi melhorando durante toda a prova, conforme mostra a tabela acima. Iniciei com 5min05s/km nos primeiros 10 quilômetros. No km 15, o pace passou para 5min03s/km e completei a meia maratona com 5min/km. Depois, no km 25 o ritmo melhorou ainda mais. Passei a correr abaixo da meta inicial fazendo 4min58s/km. Permaneci nesse pace até o km 35. No final da prova, quando normalmente há uma quebra de ritmo, acelerei. No km 40, o ritmo passou para 4min54s/km e finalizei a prova em 4min52s/km.
Dado a dificuldade de correr 42 km e com pace melhorando a cada quilômetro, deixa uma perspectiva enorme para as próximas maratonas. A barreira das 3h30 já foi quebrada. Quem sabe em 2012, possa quebrar também a barreira de 3h20? Por enquanto, é continuar treinando…

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