Publicado em
Uma das brincadeiras preferidas da molecada da Av. Goitacazes, no bairro do Beirol (depois do futebol, é claro!), era correr até ao monumento do Marco Zero (Linha do Equador) nos dias de chuva. Na “disputa”, o que interessava, não era chegar em primeiro lugar, mas cumprir o percurso. A graça estava em ‘sacanear’ quem não conseguia fazer isso.
Crédito da imagem: alcilenecavalcante.com.br
Lembro que na esquina da Goitacazes com a Rua Jovino Dinoá havia uma placa indicativa da distância. Era o nosso ponto de partida e de chegada para cumprir os 5 km do percurso. Alguns cortavam caminho, retornando pela Rua Leopoldo Machado, enquanto aguardávamos a turma na Jovino. Imediatamente, o espertalhão (cortador de caminho) rumava para sua casa, para evitar o “corredor polonês”, tratamento que era dado aos que trapaceavam.
No sábado (27/02), fiz um “longão” de 15 km e iniciei o treino rememorando o percurso da infância. Apesar do monumento da Linha do Equador ter sofrido várias alterações, desde então, sua simbologia está presente na minha memória, não só como marco de limites geográficos, mas também por representar um período de vida, extremamente lúdico e saudável. Impossível, passar por lá e não lembrar dessa época.
Foto: Arquivo Pessoal

